O Livro de Mórmon é um plágio do livro “View of the Hebrews”?

A alegação de que o Livro de Mórmon foi plagiado da obra de Ethan Smith de 1823, “View of the Hebrews”, é um tema recorrente entre os críticos. Essa teoria postula que semelhanças, particularmente em relação às origens israelitas dos nativos americanos, sugerem que Joseph Smith se apropriou indevidamente das ideias do livro de Ethan Smith. No entanto, como discutido por Stephen O. Smoot em recentes vídeos como “The TRUTH about the Book of Mormon & View of the Hebrews”, no canal Keystone, e “Was the Book of Mormon plagiarized from View of the Hebrews?”, no canal FAIR, fornecendo mais detalhes sobre sua explicação, essa teoria enfrenta desafios significativos ao examinar o conteúdo e o contexto histórico.

Stephen O. Smoot explica que “View of the Hebrews” é uma tese argumentativa de Ethan Smith, que propõe que os nativos americanos são descendentes das dez tribos perdidas de Israel. Stephen esclarece que, ao contrário do Livro de Mórmon, que é apresentado como uma narrativa histórica, “View of the Hebrews” é um argumento analítico. A teoria do plágio ganhou força ao longo do tempo, notavelmente popularizada por Fawn M. Brodie, acadêmica e ex-membro da Igreja.

Embora existam paralelos comumente citados, como a ideia de uma origem hebraica para os nativos americanos, descrições da destruição de Jerusalém e menções a registros perdidos, Smoot argumenta que esses paralelos são frequentemente superficiais ou derivam de fontes bíblicas comuns. Ele aponta que o uso de capítulos de Isaías em ambos os livros, embora se sobrepondo em alguns casos, difere na aplicação. Exemplos específicos como a menção de “Urim e Tumim” e o nome “Éter”, frequentemente citados como fortes paralelos, são criticados por Smoot como fracos ou mal interpretados.

Smoot reconhece a possibilidade de Joseph Smith ter encontrado “View of the Hebrews”, dada a sua distribuição. No entanto, ele enfatiza a falta crítica de evidências diretas de que Joseph Smith leu ou sequer estava ciente do livro durante a tradução do Livro de Mórmon.

Abordando a teoria de que Oliver Cowdery, que morava perto de Ethan Smith, poderia ter servido como um elo, Smoot refuta as alegações de que Cowdery trabalhou na tipografia que publicou “View of the Hebrews”. Ele também destaca que Cowdery se juntou ao processo de tradução do Livro de Mórmon em um estágio posterior, tornando essa teoria menos provável.

Smoot fornece uma análise detalhada dos supostos paralelos, categorizando-os e explicando por que muitos não resistem ao escrutínio. Ele enfatiza a importância do contexto histórico, sugerindo que muitas semelhanças percebidas podem ser atribuídas ao conhecimento cultural e bíblico comum prevalente na época.

Ele também aborda a perspectiva histórica dos Santos dos Últimos Dias, observando que os primeiros membros inicialmente usaram “View of the Hebrews” para apoiar a ideia das origens israelitas para os nativos americanos, mudando posteriormente para refutar diretamente as alegações de plágio. Smoot esclarece que a Igreja tem sido transparente sobre a existência de “View of the Hebrews”, com cópias disponíveis nas bibliotecas da Igreja e discutidas em publicações.

Smoot aborda também o equívoco de que B. H. Roberts, famoso acadêmico membro da Igreja, duvidou do Livro de Mórmon devido a esses paralelos, explicando que os estudos de Roberts foram um exercício intelectual para explorar possíveis críticas, em vez de uma expressão de fé perdida.

Stephen O. Smoot conclui que as supostas conexões entre Joseph Smith e “View of the Hebrews” são tênues, os paralelos são fracos e as evidências históricas não apoiam a teoria do plágio. Ele incentiva os leitores a examinarem ambos os livros por si mesmos para apreciar as diferenças significativas no contexto e no conteúdo. O apresentador do vídeo da Keystone, David Snell, em discussão com Stephen O. Smoot, também concluiu que examinar “View of the Hebrews” pode fortalecer o testemunho do Livro de Mórmon.

Minha visão sobre isso é que é notável a intenção de explicar de forma não milagrosa o chamado de Joseph Smith como profeta e o surgimento do Livro de Mórmon; no entanto, essas explicações precisam ser fundamentadas em evidências claras, ou tudo se torna teoria da conspiração ou crendice. É óbvio que, historicamente, será muito difícil admitir o milagre do Livro de Mórmon, mas esta explicação do professor Smoot deixa bem claro que ainda não existe nenhuma tese sólida sobre o Livro de Mórmon ter sido inventado, em oposição à sua origem milagrosa.

Este artigo é baseado nas informações apresentadas por Stephen O. Smoot no vídeo da Keystone “The TRUTH about the Book of Mormon & View of the Hebrews” e “Was the Book of Mormon plagiarized from View of the Hebrews?”, no canal FAIR.

Links:

The TRUTH about the Book of Mormon & View of the Hebrews

Was the Book of Mormon plagiarized from View of the Hebrews?

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